A herança prometida
Tudo começou com uma promessa. – Quando eu morrer deixarei um presente valioso para vocês dentro de um dos meus quatro pianos. Dizia o tio Bento para cada sobrinho que … Continuar lendo
Vida oculta
“Ficaram embasbacados com o que ouviam sobre esse outro Andrey que não conheciam. Não conseguiam associar o introvertido e comedido proprietário dos prédios com o homem sociável cercado de tantos amigos e luxo.”
Dona Luiza 9.5 de vitalidade
De repente chega ela, dona Luiza. Discreta, com um sorriso leve na face cumprimenta a todas. Pequena, corpo delgado, leve no andar, segue firme conduzindo os 95 anos bem vividos. Tranquila puxa uma espreguiçadeira, tira o vestido leve e florido, e sem se preocupar com os olhares ao seu redor, deita com seu biquini de estampa suave.
Sua alta estima a define, ela é o que é, dona de si mesma. Nota-se que é vaidosa, os cabelos pintados e bem cuidados, assim como as unhas coloridas lhe dão um toque de elegância. Passa com calma o protetor solar, e procura encontrar uma posição adequada para que o sol a acolha e a alimente de vitamina D.
Nu com a mão no bolso
– Conte para ela do peladão que ficava fazendo poses na entrada da praia de nudismo.
Disse o meu amigo ao seu companheiro, enquanto o som da banda invadia a mesa do bar sedenta de bons papos.
– Como assim? Perguntei.
– Os dois se aproximaram de mim, trocaram olhares marotos e contaram da aventura deles na praia de nudismo.
Ainda existem Cinderelas
“Todos os meus casos são reais, procuro contá-los sem perder o foco nos detalhes, nos pormenores que me fazem perder o fôlego, e nos segredos que querem que sejam revelados. Muitos me perguntam se são verdade os contos que conto. Não minto, às vezes omito fatos para preservar quem me contou, mesmo sendo autorizada a deixar o caso fluir sem cortes. A história desta moça mais parece um conto de fadas, você pode duvidar, mas que aconteceu, aconteceu.”
Vizinhos invisíveis
“Moro em um edifício pequeno de quatro pavimentos com dois apartamentos em cada andar. Vivo no terceiro piso. O tempo passa lentamente e para me distrair desenvolvi a minha audição, identifico os meus vizinhos pelo jeito deles agirem.”
Tudo começou em plena 2°guerra mundial
“- Descobri há sete anos atrás que a minha mãe tinha mais duas filhas. Eu e as minhas irmãs fomos pegas de surpresa quando recebemos um telefonema de um programa da Ucrânia que procura parentes desaparecidos.”